Polo Norte magnético da Terra continua se deslocando em direção à Sibéria

A Terra muda, e a tecnologia acompanha.

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Movimento do polo é monitorado por cientistas e exige atualizações constantes em sistemas de navegação usados por aviões, navios e dispositivos eletrônicos

O Polo Norte magnético da Terra não é um ponto fixo. Ele se movimenta continuamente e, nas últimas décadas, passou a avançar em direção à Sibéria, na Rússia. A mudança é acompanhada por cientistas porque interfere nos cálculos de navegação e orientação baseados no campo magnético terrestre.

Desde a primeira localização registrada, em 1831, no Ártico canadense, o polo já percorreu mais de 2.250 quilômetros em direção à Sibéria. O deslocamento é monitorado por modelos geomagnéticos que permitem acompanhar as mudanças e projetar tendências para os próximos anos.

Modelo atual vai até 2029

Para acompanhar essas alterações, sistemas de navegação utilizam o World Magnetic Model (WMM), desenvolvido pela NOAA, dos Estados Unidos, em parceria com o British Geological Survey.

O modelo serve de referência para sistemas que dependem do campo geomagnético. Como esse campo sofre alterações constantes, os dados precisam ser atualizados periodicamente para manter os cálculos de direção próximos da realidade.

A versão atual, chamada WMM2025, foi atualizada em dezembro de 2024 e tem validade até o final de 2029. Entre os dados fornecidos está a chamada declinação magnética, diferença entre o norte geográfico e a direção indicada por uma bússola.

Impacto na aviação e navegação

A movimentação do polo não significa que aviões ou navios estejam perdendo imediatamente a capacidade de se orientar. Os sistemas são atualizados justamente para compensar as alterações do campo magnético.

Adoção Pet Love

Em regiões próximas aos polos, porém, pequenas diferenças de direção podem ter maior importância em determinadas rotas. Por isso, manter os modelos atualizados é fundamental para sistemas de navegação aérea e marítima.

No cotidiano, o impacto tende a ser menos perceptível. Aplicativos de mapas, bússolas digitais e sistemas de orientação de smartphones também podem utilizar informações relacionadas ao campo magnético terrestre para melhorar sua precisão.

O deslocamento do Polo Norte magnético, portanto, é um fenômeno contínuo e acompanhado de perto pela ciência. A atualização dos modelos permite que a tecnologia acompanhe essas mudanças sem comprometer a orientação dos sistemas que dependem dessas informações.

Fonte: IG Notícias

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
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