Relatório alerta para queda acelerada de populações de animais silvestres

Proteger a natureza é preservar a vida no planeta.

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  • animais silvestres , queda populacional , biodiversidade , WWF , Planeta Vivo 2026 , desmatamento , poluição , energia renovável , agricultura sustentável , preservação ambiental
Dra Marcela Paiva

Relatório Planeta Vivo 2026 aponta queda média de 73% nas populações monitoradas de vertebrados entre 1970 e 2022 e defende mudanças nos sistemas de energia, alimentação e finanças.

A população de animais silvestres monitorados no mundo sofreu uma redução média de 73% entre 1970 e 2022. O dado consta no relatório Planeta Vivo 2026, desenvolvido pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) em parceria com a Sociedade Zoológica de Londres. O levantamento aponta a destruição de florestas, a poluição e as emissões de gases de efeito estufa entre os principais fatores que ameaçam a biodiversidade.

A pesquisa acompanhou 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados, incluindo peixes, anfíbios, aves, mamíferos e répteis. Os resultados revelam perdas expressivas em diferentes ecossistemas, com situação especialmente crítica na América Latina e no Caribe.

Os ambientes de água doce registraram a maior queda: 85% nas populações monitoradas. Entre as ameaças estão a poluição de rios e lagos, a construção de barragens e os desvios de cursos d’água, que alteram os habitats e comprometem a sobrevivência das espécies.

Nas áreas terrestres, a redução média foi de 69%, associada principalmente à destruição e à fragmentação de florestas e outros ambientes naturais. Já nos ecossistemas marinhos, a queda chegou a 59%.

Três sistemas fundamentais precisam ser transformados

Segundo o relatório, reverter a perda de biodiversidade exige mudanças profundas em três sistemas: energia, alimentação e finanças.

No setor energético, a prioridade é acelerar a substituição dos combustíveis fósseis por fontes renováveis, como a solar e a eólica, ampliar o uso de veículos elétricos a bateria e reduzir incentivos a atividades poluentes.

AgênciaModerna

Na produção de alimentos, as medidas incluem zerar o desmatamento, adotar práticas agrícolas sustentáveis, combater o desperdício e incentivar dietas menos dependentes de carne.

Já no sistema financeiro, o documento defende regras obrigatórias de transparência sobre os impactos ambientais das empresas e a mobilização de recursos em larga escala para proteger e recuperar os ecossistemas.

Os números reforçam o alerta sobre os impactos das atividades humanas na natureza. A perda de habitats, a contaminação ambiental e as mudanças climáticas pressionam as populações de animais e ameaçam o equilíbrio dos ecossistemas. O relatório destaca que a transformação dos sistemas de produção, consumo e financiamento é essencial para conter a degradação ambiental e preservar a biodiversidade.

Fonte: IG Notícias

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