Nuvem colorida e anel ao redor do Sol surpreendem moradores no litoral e interior de SP

Um espetáculo de luz e cores transforma o céu do litoral e do interior paulista.

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  • Halo solar , Nuvem iridescente , Praia Grande , Eldorado , Fenômenos ópticos , Arco-íris , Vale do Ribeira , Baixada Santista
Dra Marcela Paiva

Fenômenos ópticos foram registrados no sábado (17), em Praia Grande e Eldorado. Meteorologista explica como a interação da luz solar com a atmosfera produz os efeitos.

Dois fenômenos ópticos transformaram o céu de São Paulo em um espetáculo de cores no sábado (17). Moradores de Praia Grande, na Baixada Santista, e de Eldorado, no Vale do Ribeira, registraram imagens incomuns provocadas pela interação da luz solar com elementos presentes na atmosfera.

Em Eldorado, um enorme anel luminoso se formou ao redor do Sol, fenômeno conhecido como halo solar. Já no bairro Canto do Forte, em Praia Grande, uma nuvem iridescente chamou a atenção por apresentar diferentes tonalidades, criando um efeito semelhante ao de um arco-íris.

Apesar das aparências distintas, os dois fenômenos são naturais e dependem de condições específicas de iluminação e posicionamento das nuvens.

Halo solar foi registrado em Eldorado 

Halo solar forma anel luminoso no céu de Eldorado

O halo solar foi observado no fim da manhã de sábado (17), surpreendendo moradores de Eldorado, no Vale do Ribeira.

O servidor público Sergio Luiz Ferreira Sales contou ao g1 que ficou impressionado com a imagem e que a experiência despertou ainda mais sua curiosidade sobre os fenômenos naturais.

A professora Marizete Cunha Batista da Silva também relatou surpresa ao observar o círculo luminoso. Inicialmente assustada, ela lembrou de uma antiga crença popular que associava sinais no céu a acontecimentos negativos, mas acabou encantada com a beleza da formação.

Segundo a meteorologista Ana Ávila, pesquisadora do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, o halo solar ocorre quando a luz do Sol atravessa cristais de gelo presentes em nuvens altas.

Esses cristais funcionam como pequenos prismas, desviando a trajetória da luz por meio de um processo chamado refração. Dependendo da posição das nuvens e do ângulo dos raios solares, o resultado é a formação de um círculo luminoso ao redor do astro.

Embora impressione visualmente, o halo solar é um fenômeno atmosférico relativamente comum.

Moradora flagrou nuvem iridescente em Praia Grande

Fotos: Reprodução

AgênciaModerna

Nuvem iridescente colore o céu de Praia Grande

No mesmo sábado, outro fenômeno chamou a atenção de moradores do litoral paulista. No bairro Canto do Forte, em Praia Grande, a professora Vanessa Simões Braga observou uma nuvem com faixas coloridas que lembravam um arco-íris.

Vanessa contou ao g1 que percebeu diferenças entre a formação e um arco-íris convencional. Segundo ela, apenas três cores estavam aparentes, concentradas em uma parte da nuvem, sem o formato de arco com início e fim definidos.

A professora comparou a aparência da formação à de uma aurora boreal.

O fenômeno observado é conhecido como iridescência. Ele acontece quando a luz solar interage com pequenas gotículas de água ou cristais de gelo presentes nas nuvens, produzindo diferentes tonalidades por meio da difração e da interferência da luz.

As cores podem aparecer em faixas ou manchas delicadas, geralmente próximas às bordas das nuvens, criando um efeito visual que lembra uma pintura no céu.

Qual é a diferença entre halo solar e nuvem iridescente?

Embora ambos sejam fenômenos ópticos atmosféricos, suas formações ocorrem de maneiras diferentes.

O halo solar é produzido principalmente pela refração da luz em cristais de gelo presentes em nuvens altas, formando um anel ao redor do Sol.

Já a nuvem iridescente apresenta cores distribuídas em pequenas regiões da formação, resultado da interação da luz com partículas de água ou gelo.

Os dois fenômenos são naturais e não representam, por si só, sinais de acontecimentos extraordinários ou de perigo iminente.

Para observar ou fotografar essas formações, é importante evitar olhar diretamente para o Sol, mesmo quando ele estiver parcialmente encoberto pelas nuvens.

Fonte: G1

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
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