
Ação em Guarulhos investiga suspeita de adulteração, irregularidades fiscais e armazenamento inadequado. Operação reúne Polícia Civil, Fazenda, Vigilância Sanitária e Abrabe.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (22) uma operação contra o comércio de bebidas falsificadas. As investigações apontaram uma distribuidora em Guarulhos, na Grande São Paulo, que seria responsável por fornecer produtos irregulares a diferentes estabelecimentos comerciais.
Coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a ação mobiliza 30 policiais civis, além de equipes da Secretaria da Fazenda Estadual, da Vigilância Sanitária e peritos da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).
Os agentes cumprem mandado de busca e apreensão em um galpão industrial na Estrada Velha de Guarulhos, no bairro São Miguel. No local, são verificadas a procedência das bebidas, possíveis sinais de falsificação e as condições de armazenamento.
A operação também busca identificar irregularidades fiscais e possíveis crimes contra a saúde pública e a propriedade industrial.
Investigação aponta notas fiscais suspeitas
Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o estabelecimento movimentava grandes quantidades de bebidas com notas fiscais suspeitas. Os investigadores também identificaram inconsistências nos registros da empresa, que podem indicar o uso de um terceiro como responsável formal pelo negócio para ocultar quem estaria no controle das atividades.
De acordo com as apurações, o suposto operador seria um empresário condenado pela Justiça de Minas Gerais por crimes tributários, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Ele também teria sido alvo de órgãos de fiscalização em outubro de 2025, por suspeita de envolvimento na adulteração de bebidas com metanol.
O delegado Fernando David, da 3ª DIG, afirmou que a operação busca identificar os responsáveis pelo comércio irregular e interromper a circulação desses produtos. Segundo ele, a atuação conjunta permite verificar a origem das bebidas e as condições em que são armazenadas e comercializadas.
A operação continua em andamento.

“Nosso trabalho é identificar quem está por trás desse tipo de comércio e interromper a circulação de bebidas de origem irregular”, afirmou o delegado Fernando David, da 3ª DIG.
Fotos: Reprodução/SSP
Fonte: Agência SP





