São Paulo e Grande SP registram 19 corpos encontrados desde setembro; polícia descarta hipótese de serial killer

Investigação em andamento para esclarecer os casos

5 Tempo de Leitura
Highlights
  • corpos encontrados , São Paulo , Grande SP , Polícia Civil , PCC , serial killer
Dra Marcela Paiva

Levantamento da TV Globo contabiliza cadáveres localizados desde 10 de setembro. Investigadores suspeitam que parte dos casos esteja ligada a execuções ordenadas pelo crime organizado, incluindo o chamado “tribunal do crime”.

São Paulo e a região metropolitana registraram 19 corpos encontrados desde 10 de setembro, segundo levantamento da TV Globo. Apesar da sequência de ocorrências e dos rumores que circulam nas redes sociais, a Polícia Civil voltou a descartar a hipótese de que as mortes tenham sido cometidas por um serial killer.

A principal linha de investigação aponta que a maioria dos casos pode estar relacionada ao crime organizado, especialmente a execuções atribuídas ao chamado “tribunal do crime”, associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A polícia, porém, afirma que as ocorrências têm motivações distintas.

O caso mais recente foi registrado na manhã desta quinta-feira (22), quando o corpo de um homem foi encontrado na Marginal Tietê. Nos dois dias anteriores, outros corpos também foram localizados na capital.

Um deles estava em uma área de mata de difícil acesso, nas proximidades da Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, no Tremembé, Zona Norte. Em outra ocorrência, restos mortais de uma mulher foram encontrados na Marginal Tietê. Segundo a investigação, dois homens teriam abandonado o corpo no local.

Onde os corpos foram encontrados

O levantamento da TV Globo reúne ocorrências em ruas, rodovias, represas, áreas de mata e terrenos baldios da capital e de municípios da Grande São Paulo.

Dos 19 casos contabilizados, quatro foram registrados na Zona Sul, quatro na Zona Leste, três na Zona Norte e dois na Zona Oeste da capital. Outros quatro ocorreram em cidades do ABC Paulista. Também houve registros em Embu das Artes e Santana de Parnaíba.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), diversos corpos apresentavam sinais de violência extrema. Algumas vítimas foram encontradas amarradas, queimadas ou esquartejadas. Em sete ocorrências, os cadáveres estavam dentro de sacos ou enrolados em cobertores.

Polícia tenta identificar as vítimas

Até o momento, a polícia identificou 11 vítimas como homens e três como mulheres. Nos outros cinco casos, ainda não foi possível determinar o gênero.

De acordo com o diretor do Núcleo de Perícias da Polícia Civil, as condições em que os corpos são encontrados podem impedir a identificação por impressões digitais. Nessas situações, os peritos recorrem a técnicas de antropologia e odontologia forense.

A comparação da arcada dentária com registros disponíveis, além de informações fornecidas por familiares, pode ajudar a reconhecer as vítimas. Já os exames antropológicos contribuem para estabelecer características biológicas e restringir as possibilidades de identificação.

Polícia descarta atuação de assassino em série

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) afirma que, até o momento, não há elementos que indiquem a atuação de um assassino em série nos casos investigados.

AgênciaModerna

Polícia localiza corpo esquartejado em 19 de setembro, na Zona Norte de SP 

Segundo os investigadores, embora haja semelhanças em algumas ocorrências, as mortes podem ter diferentes motivações. Uma das principais linhas de apuração considera possíveis ligações com disputas e execuções relacionadas ao crime organizado.

A polícia informou que as vítimas já identificadas tinham antecedentes criminais por delitos como sequestro, roubo, tráfico de drogas e estupro. Essa informação integra a linha de investigação, mas não comprova, por si só, a motivação de cada morte.

Os investigadores também afirmam ter identificado suspeitos em parte dos casos e solicitado à Justiça a prisão de pelo menos um deles.

Até o momento, a hipótese de atuação de um serial killer continua descartada pelo DHPP. As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias, as motivações e a autoria de cada ocorrência.

Mapa mostra onde corpos foram encontrados

na capital e Grande SP — Fotos: Reprodução

Fonte: G1

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
Compartilhe está notícia