
Oscilações hormonais podem provocar esquecimentos e lentidão no raciocínio. Especialista explica que sintomas costumam ser passageiros e não indicam, necessariamente, demência.
Esquecer compromissos, perder o fio de uma conversa ou ter dificuldade para encontrar palavras. Essas situações podem estar relacionadas à chamada névoa mental, ou brain fog, condição frequente durante a perimenopausa e a menopausa.
Segundo Cláudia Kimie Suemoto, professora de Geriatria da Faculdade de Medicina da USP, as alterações estão associadas, entre outros fatores, às oscilações do estrogênio, hormônio que influencia a memória, a atenção e o processamento de informações.
Um estudo americano aponta que cerca de 60% das mulheres apresentam queixas cognitivas nessa fase. Ondas de calor, noites mal dormidas, ansiedade e alterações de humor também podem intensificar os sintomas.
A especialista tranquiliza: essas dificuldades geralmente são leves, temporárias e não significam perda de inteligência ou desenvolvimento de Alzheimer. Diferentemente da demência, que compromete progressivamente a autonomia, a névoa mental tende a diminuir com o passar dos anos.
Como reduzir os sintomas?
Atividade física regular, alimentação equilibrada, sono de qualidade e estímulos ao cérebro estão entre as recomendações. A orientação é praticar pelo menos 150 minutos semanais de exercícios moderados, manter vínculos sociais e evitar a sobrecarga de tarefas simultâneas.
A avaliação médica também é importante para investigar outras possíveis causas dos esquecimentos, como alterações da tireoide, deficiências vitamínicas e distúrbios do sono.

Vale lembrar: climatério é todo o período de transição reprodutiva; perimenopausa é a fase de oscilações hormonais ao redor da última menstruação; e menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruar, sem outra causa identificada.
Reconhecer os sinais e buscar acompanhamento profissional são passos fundamentais para atravessar essa fase com mais saúde e qualidade de vida.
Fonte: Agência SP



