
Secretaria Estadual de Saúde orienta sobre sintomas, formas de transmissão, tratamento e cuidados para evitar a propagação da escabiose.
Onze municípios de Minas Gerais notificaram surtos de sarna humana em 2026, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Diante dos registros, divulgados em 20 de outubro, o órgão reforçou as orientações de prevenção e recomendou que pessoas com coceira intensa ou lesões na pele procurem atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
As cidades que comunicaram ocorrências são Alfenas, Andradas, Belo Horizonte, Campos Gerais, Coronel Xavier Chaves, Itapecerica, Joaquim Felício, Lagoa Santa, Lavras, Paraguaçu e São Gonçalo do Pará.
A sarna humana, também chamada de escabiose, é uma doença de pele causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada. O compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama contaminadas também pode transmitir o parasita.
O principal sintoma é a coceira intensa, frequentemente acompanhada de pequenas lesões na pele. Apesar do desconforto, a doença geralmente não é grave e pode ser tratada com medicamentos prescritos por um profissional de saúde.
Como prevenir a sarna humana
A SES-MG recomenda manter a higiene das mãos, tomar banhos regulares e higienizar roupas, toalhas e roupas de cama. Também é importante evitar compartilhar esses itens com pessoas infectadas até que sejam adotadas as medidas de controle recomendadas.
As peças devem ser lavadas, preferencialmente com água quente, e passadas. Objetos que não possam ser lavados devem ser mantidos em sacos plásticos bem fechados por pelo menos três dias, conforme orientação da Secretaria.
Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Campos Prosdocimi, medidas simples de higiene e limpeza ajudam a prevenir novos casos.

Quando procurar atendimento
O tratamento pode envolver loções de uso tópico ou medicamentos prescritos por um médico. De acordo com a Secretaria, a transmissão costuma ser interrompida cerca de 24 horas após o início do tratamento, embora a coceira possa persistir por algumas semanas.
A recomendação é procurar uma UBS ao perceber sintomas suspeitos, principalmente quando outras pessoas do mesmo convívio também apresentam coceira.
A escabiose não integra a lista de doenças e agravos de notificação compulsória, por isso não há um sistema nacional específico que registre todos os casos. O acompanhamento e a adoção de medidas de prevenção e controle são responsabilidades dos municípios
Fonte: IG Notícias



