Deputado italiano pede investigação sobre cidadania de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro

Concessão de cidadania aos irmãos Bolsonaro entra no debate político italiano.

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Dra Marcela Paiva

Angelo Bonelli quer esclarecimentos do governo italiano sobre a concessão dos documentos aos três irmãos e questiona a rapidez dos procedimentos.

O deputado italiano Angelo Bonelli anunciou, na quarta-feira (28), que apresentará um pedido formal de esclarecimentos ao ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, sobre a concessão de cidadania italiana a Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro.

O parlamentar pretende verificar se todas as etapas legais foram cumpridas e questiona a rapidez na emissão dos documentos. A iniciativa foi anunciada nas proximidades de Montecitorio, sede da Câmara dos Deputados italiana.

Bonelli também mencionou o caso de Carla Zambelli ao defender que a cidadania e os passaportes italianos não devem ser utilizados como instrumentos para escapar de decisões judiciais.

Viagem de Flávio Bolsonaro entra no debate

O questionamento ocorre após a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, na noite de terça-feira (27), pela fronteira com a Argentina.

Segundo as informações divulgadas, o senador atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves com a família e seguiu em um avião particular para Miami, nos Estados Unidos, com escala em Guayaquil, no Equador.

A viagem teria ocorrido após determinação do ministro Alexandre de Moraes para que Flávio entregasse seus passaportes e não deixasse o território brasileiro. Os documentos nacionais foram posteriormente cancelados pela Polícia Federal.

Eduardo exibiu passaporte italiano

Outro episódio citado envolve Eduardo Bolsonaro, que mostrou um passaporte italiano em vídeo publicado nas redes sociais em 11 de outubro.

AgênciaModerna

Na gravação, o ex-deputado desafiou Moraes a solicitar às autoridades italianas o cancelamento do documento, após medidas judiciais brasileiras relacionadas aos seus passaportes.

Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em junho de 2026, a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, conforme as informações da reportagem original.

O pedido anunciado por Bonelli busca esclarecimentos administrativos sobre a concessão das cidadanias. A iniciativa, por si só, não representa comprovação de irregularidade nem decisão de cancelamento dos documentos italianos.

Fonte: IG Notícias

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