Aos 25 anos de idade, videomaker de Osasco faz parte da nova geração de profissionais que trabalham com o celular na mão
Por Marcia Macedo
Osasco e as cidades da Região Metropolitana de São Paulo revelaram muitos talentos na área da comunicação e do audiovisual. E o videomaker e storymaker Alan Gabriel faz parte da nova geração de profissionais que tem se destacado pela autenticidade, visão futurista e capacidade de transformar desafios em oportunidades. O diferencial do trabalho entregue pelo Alan conquistou espaço usando, inicialmente, apenas um celular.
Nascido e criado no Jardim Piratininga, bairro da zona norte de Osasco, Alan começou sua trajetória bem distante das câmeras. Foi empregado com registro em carteira, vivendo a rotina comum de muitos jovens da região. Mas lá no seu íntimo havia o desejo de criar, contar histórias, registrar o invisível e mostrar ao mundo aquilo que poucos percebem.
O começo
Foi ainda com seu primeiro iPhone, que Alan começou a produzir vídeos para pequenos comércios, eventos e marcas da cidade. O que parecia apenas um hobby, rapidamente, transformou-se em profissão.
Em pouco menos de dois anos, Alan Gabriel viu sua carreira tomar proporções que muitos profissionais com décadas de mercado não atingiram. Com o celular na mão, passou a captar e editar conteúdos em tempo real, criando um estilo próprio que chamou atenção pela agilidade, sensibilidade e entrega acima do esperado.
Essa metodologia o levou a viagens a trabalho fora de São Paulo, para registro de eventos, palestras e marcas importantes. Ele também realizou sua primeira viagem internacional, quando foi contratado para uma gravação no Peru, marco que ampliou sua visão e fortaleceu sua credibilidade.
Além disso, Alan passou a ser reconhecido como um dos videomakers mais promissores de Osasco, acumulando trabalhos de relevância e destaque. Fechou contratos expressivos, incluindo um cliente que gerou R$ 30 mil em faturamento, conquistado exclusivamente com o trabalho do celular.
Hoje, com 16 mil seguidores acompanhando sua trajetória nas redes sociais, Alan segue expandindo sua presença na região, realizando trabalhos para grandes personalidades, empresas e projetos sociais.
Inspiração para outros jovens
Alan também deseja inspirar jovens da periferia a acreditarem que o talento que eles possuem é suficiente para transformar suas realidades. “Se eu consegui começar com um celular e chegar aonde cheguei, qualquer jovem da quebrada também pode. A diferença está em não desistir”, ressalta.
Acompanhe trechos da entrevista exclusiva para o Jornal Digital da Região Oeste:
JD: Quando e por que você começou a se interessar pela produção de vídeo?
Alan: Comecei a me interessar pela produção de vídeo a partir de uma inquietação pessoal. Eu sempre fui observador, gostava de registrar momentos, bastidores e aquilo que normalmente passa despercebido.
Na época, eu trabalhava no modelo tradicional CLT, mas sentia que faltava propósito. Foi quando, ainda com meu primeiro celular, comecei a gravar vídeos de forma despretensiosa e, inicialmente, como um hobby.
Com o tempo, percebi que aquilo não era só gravação. Era narrativa. Era contar histórias reais, mostrar processos, valorizar pessoas e negócios. Ali eu entendi que o audiovisual poderia ser mais do que estética: poderia gerar impacto, transformação e oportunidades.
JD: Você fez cursos para se aperfeiçoar?
Alan: No início, não fiz cursos formais. Aprendi tudo na prática, errando, testando, observando e me adaptando à realidade do mercado. Meu aprendizado veio do dia a dia, dos clientes, das entregas em tempo real e da necessidade constante de evoluir.
Depois de alguns meses de profissão, já atuando de forma profissional, busquei cursos pontuais e especializações para aprimorar técnica, narrativa, edição e visão estratégica – sempre alinhando teoria com prática. A vivência do mercado sempre foi meu maior professor.
JD: Quais clientes e serviços que mais marcaram sua trajetória?
Alan: Um dos trabalhos mais marcantes da minha carreira foi com o
Restaurante Tavares, um dos restaurantes mais conhecidos da região, famoso pelo tradicional baião de dois e pela história construída ao longo dos anos.
Trabalhar com a Dayana, proprietária do restaurante, e seu esposo Antônio Tavares, foi um divisor de águas. Além da confiança no meu trabalho, foi ali que consegui crescer profissionalmente, investir em equipamentos e entender, na prática, como o audiovisual pode fortalecer marcas locais e criar conexões reais com o público.
Foi um trabalho que me abriu portas, gerou reconhecimento e contribuiu diretamente para minha evolução como videomaker.
JD: Como foi sua agenda de 2025 e qual o balanço?
Alan: 2025 foi um ano de muitas conquistas e amadurecimento profissional.
Foi um período de consolidação, de assumir projetos maiores, fortalecer parcerias e entender ainda mais meu posicionamento dentro do audiovisual.
Tive a oportunidade de trabalhar com diferentes marcas, eventos e projetos, expandindo minha atuação na região e fortalecendo minha identidade criativa. Também foi um ano de aprendizado, ajustes e visão estratégica para os próximos passos.
JD: Quais são seus projetos e expectativas para 2026?
Alan: Para 2026, os planos são ainda maiores. Meu foco é expandir minha atuação, estruturar novos projetos autorais, fortalecer minha presença no mercado e continuar usando o audiovisual como ferramenta de transformação, tanto para marcas quanto para pessoas. A ideia é crescer com propósito, inovação e consistência, levando minha linguagem e metodologia para novos formatos e desafios.
JD: Uma frase que resume sua identidade:
Alan: “Não filmo só o que acontece, filmo o que faz acontecer.”
Essa frase traduz minha essência: registrar não apenas o resultado, mas o processo, o esforço, os bastidores e a verdade por trás de cada história.




