Um curativo inovador, disponível no mercado brasileiro, promete revolucionar o tratamento de queimaduras, tornando-o mais barato e eficiente. Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) conduziram um ensaio clínico que comparou o método tradicional com essa nova tecnologia, obtendo resultados surpreendentes.
Estudo clínico com pacientes internados em Ribeirão Preto
O estudo envolveu 40 pacientes na Unidade de Queimados do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). Metade recebeu o tratamento convencional, enquanto a outra metade foi tratada com um curativo de espuma com prata, que possui a vantagem de permanecer na pele por até uma semana, reduzindo a necessidade de trocas frequentes.
Durante a pesquisa, os pesquisadores avaliaram diversos aspectos, como dor, desconforto, infecção, necessidade de novos enxertos, tempo de internação e custo total do tratamento. Os resultados apontaram uma melhora significativa nos pacientes tratados com o curativo moderno.
Benefícios do curativo moderno
Os pacientes que utilizaram o curativo de espuma com prata relataram menos dor, desconforto e facilidade no manuseio em comparação com o tratamento convencional. Além disso, houve uma redução no tempo médio de internação, passando de 29,6 para 20,7 dias.
Economia e eficácia do tratamento
Apesar do curativo moderno ter um custo unitário mais elevado, o estudo demonstrou uma economia significativa no tratamento. A redução de mais de 30% no custo total, aproximadamente R$ 8.650 por paciente, evidenciou a eficácia financeira da nova tecnologia em comparação com o método tradicional.
Desafios na adoção do novo curativo
Apesar dos benefícios comprovados, o curativo moderno ainda enfrenta resistência na rede pública de saúde. O custo inicial mais elevado por unidade pode ser um obstáculo para a compra em larga escala pelos hospitais, que muitas vezes optam por produtos mais baratos na prateleira.
Embora o curativo de espuma com prata tenha registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seja indicado para diversos tipos de feridas, sua adoção ainda não é rotineira. A pesquisa realizada pela USP destaca a importância de considerar o custo total do tratamento e os benefícios a longo prazo ao avaliar novas tecnologias no cuidado de queimaduras.
Fonte: https://g1.globo.com



