belhas africanizadas: espécie que matou homem no Guarujá exige atenção e cuidados

"Conhecimento e prevenção são as melhores defesas contra os riscos da natureza."

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Rainha de abelha sobrevive dias submersa e intriga cientistas Foto divulgação
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A morte de um homem após um ataque de abelhas africanizadas no Guarujá acendeu o alerta para os riscos provocados por essa espécie, conhecida pela reação rápida e pelos ataques em grupo. A vítima foi atacada enquanto capinava um terreno na Vila Itapema, sofreu múltiplas ferroadas, chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.

As abelhas africanizadas (Apis mellifera) surgiram no Brasil na década de 1950, após o cruzamento entre abelhas africanas e europeias. Embora o veneno não seja mais tóxico que o de outras espécies, o grande perigo está no comportamento altamente defensivo, que leva centenas ou até milhares de insetos a atacar simultaneamente quando percebem uma ameaça.

Especialistas explicam que vibrações e ruídos produzidos por equipamentos como cortadores de grama, roçadeiras e máquinas de jardinagem podem ser detectados a mais de 30 metros das colmeias, desencadeando ataques coletivos. Após a primeira ferroada, um feromônio de alarme é liberado, atraindo rapidamente outras abelhas, que podem perseguir a vítima por até 400 metros.

Em caso de ataque, a recomendação é correr imediatamente para um local fechado, proteger a cabeça e o rosto e buscar atendimento médico o mais rápido possível. Não é indicado entrar na água, pois as abelhas permanecem próximas aguardando a vítima reaparecer. Os ferrões devem ser removidos cuidadosamente, sem apertá-los, e a região deve ser lavada com água e sabão, seguida da aplicação de gelo para aliviar o inchaço.

Para prevenir acidentes, especialistas orientam evitar aproximação de colmeias, não tentar remover enxames sem apoio de profissionais capacitados e reduzir ruídos de equipamentos próximos a locais onde haja presença de abelhas.

As picadas múltiplas representam um grave risco à saúde e podem provocar reações severas, principalmente em crianças, idosos e pessoas alérgicas. No Brasil, ataques de abelhas, especialmente das africanizadas, são responsáveis por cerca de 90 a 125 mortes por ano, reforçando a importância da prevenção e da resposta rápida em situações de emergência.

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Infográfico: como agir em ataques de abelhas

Fonte: IG Notícias

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