Duas armas e munição foram encontradas em uma floresta; autoridades alemãs suspeitam que o depósito poderia apoiar planos de atentados.
Autoridades alemãs descobriram um esconderijo subterrâneo de armas em uma floresta nos arredores de Berlim e investigam uma possível ligação com agentes russos. O caso foi revelado nesta sexta-feira (21) pelo Süddeutsche Zeitung e pelas emissoras NDR e WDR.
Segundo as reportagens, o depósito foi localizado há cerca de um ano após informações recebidas pelo Departamento Federal de Proteção da Constituição (BfV), serviço de inteligência interna da Alemanha. No local havia duas armas curtas e munição.
Após a descoberta, as autoridades mantiveram o esconderijo sob vigilância na tentativa de identificar os responsáveis. As armas teriam sido inutilizadas secretamente e equipadas com rastreadores, mas ninguém voltou ao local. Investigadores suspeitam que os responsáveis tenham percebido a operação.
Uma das principais pistas surgiu com a prisão de um suspeito na Romênia. Segundo as informações divulgadas pelas emissoras e pelo jornal alemão, o homem pode ter participado da criação do esconderijo. A Procuradoria-Geral da Alemanha investiga o caso desde novembro.
As autoridades alemãs suspeitam que o material tenha sido armazenado por agentes ligados a Moscou para apoiar possíveis atentados contra executivos da indústria de defesa, opositores russos exilados e apoiadores da Ucrânia. O BfV e a embaixada russa não comentaram as suspeitas.
Possíveis conexões
Investigadores também analisam uma eventual relação com uma campanha de sabotagem atribuída à Rússia contra cadeias logísticas ligadas à Ucrânia. Casos envolvendo encomendas com dispositivos incendiários e outros artefatos já foram investigados em países como Polônia, Romênia e Alemanha.

O tema também ganhou força após ocorrências no aeroporto de Leipzig, importante ponto de distribuição de materiais para a Ucrânia e de operações de transporte da Otan e das Forças Armadas alemãs.
Herança da Guerra Fria
Esconder armas em áreas de floresta foi uma prática utilizada durante a Guerra Fria por serviços de inteligência. O método reaparece nas investigações atuais sobre operações clandestinas atribuídas a agentes russos.
Para as autoridades alemãs, o caso reforça os alertas sobre espionagem, sabotagem e operações clandestinas russas em território europeu.
Fonte: IG Notícias



