Projeto transforma matemática e educação financeira em uma atividade prática, divertida e que estimula assiduidade, comportamento e participação dos estudantes.
Cédulas de brincadeira, brindes e matemática passaram a fazer parte da rotina dos alunos do 4º ano A da AMEI Rei Pelé, no bairro Samaritá, em São Vicente. A iniciativa é uma das formas de aplicação do programa “Pequenos Economistas”, criado pela Secretaria de Educação (Seduc) para ensinar educação financeira e matemática na rede municipal.
O professor Fernando Ribeiro de Matos criou uma espécie de “lojinha” dentro da sala. Diariamente, cada aluno recebe R$ 20 em dinheiro fictício por frequentar as aulas. O desempenho também leva em conta comportamento e realização das atividades.
A recompensa poderá ser usada no Dia das Crianças, quando os estudantes terão a oportunidade de trocar o dinheiro acumulado por brinquedos, guloseimas, livros e materiais de colorir.
Mas a experiência vai além das compras individuais. A turma também pode juntar o dinheiro para escolher recompensas coletivas, como passeios, piqueniques literários e sessões de cinema. A ideia é ensinar conceitos como planejamento, escolha, economia e cooperação.
Segundo o professor Fernando, a estratégia aumentou o envolvimento dos estudantes com as atividades escolares. Para ele, transformar o conteúdo em uma experiência prática fez com que os alunos passassem a participar mais.
A estudante Miriã, de 9 anos, aprovou a proposta e diz que a atividade virou um incentivo para ir à escola. Ela conta que já acumulou R$ 900 em dinheiro fictício.

Para a secretária de Educação, Michelle Paraguai, a autonomia dos professores é fundamental. Segundo ela, cada turma possui necessidades diferentes, e cabe ao educador escolher as melhores estratégias para aplicar o programa.
A proposta mostra que aprender sobre dinheiro pode começar cedo — e que, quando a matemática sai do papel e entra na rotina, o aprendizado pode ganhar um novo significado.
Fonte: Prefeitura de São Vicente



