Bolhas Infláveis: Risco Proibido Persiste nas Praias do Litoral Norte de SP

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G1
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Apesar das proibições e dos riscos inerentes, as bolhas infláveis continuam a ser uma presença alarmante nas praias de Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. A prática, considerada irregular e perigosa pelas autoridades, foi flagrada novamente em uso, evidenciando um desafio contínuo para a segurança dos banhistas e a fiscalização municipal. Este cenário reacende o debate sobre a eficácia das medidas preventivas e a conscientização sobre os perigos ocultos dessas estruturas lúdicas no mar.

Uso Ilegal e o Desafio da Fiscalização em Ubatuba

Um vídeo recente, gravado em um sábado de novembro na Praia das Toninhas, em Ubatuba, registrou a cena de crianças se divertindo dentro das controversas bolas de plástico infláveis. Este flagrante não apenas demonstra a persistência da oferta e uso dessas estruturas, como também sublinha a complexidade enfrentada pelas autoridades locais. A prefeitura de Ubatuba, que em janeiro deste ano havia declarado intensificação das fiscalizações para coibir o aluguel e a utilização dessas bolhas, foi contatada para comentar o novo registro, mas não se manifestou até o momento da publicação.

O Alerta de um Resgate no Mar Aberto

A gravidade do uso dessas bolhas infláveis foi tragicamente ilustrada por um incidente ocorrido em dezembro do ano anterior. Uma criança de aproximadamente oito anos, que se encontrava dentro de uma dessas estruturas, ficou à deriva em alto-mar, exigindo um resgate urgente. O menino, encontrado em estado de desespero e agitação dentro da bolha, foi socorrido por tripulantes de uma lancha que retornavam à Praia do Lázaro. Esse evento serve como um forte lembrete dos perigos imprevisíveis que essas atrações representam, onde uma distração momentânea pode escalar para uma situação de risco de vida.

A Perspectiva dos Bombeiros: Riscos Inerentes e Falsa Segurança

Especialistas do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar) reiteram que o uso de bolhas infláveis no mar está longe de ser inofensivo. O equipamento, por sua natureza leve e flutuante, pode ser facilmente arrastado pela força do vento e pelas correntes marítimas, afastando o ocupante da faixa de areia em questão de segundos e o deixando à mercê das condições do mar. Segundo o primeiro-tenente Guilherme Vegse, do GBMar, a exploração comercial dessas bolhas se deu sem qualquer regulamentação prévia ou garantias mínimas de segurança, criando um vácuo perigoso.

O tenente Vegse alerta para a possibilidade de colisões com embarcações ou o afastamento para alto-mar, situações que podem ter consequências fatais. Além disso, o GBMar enfatiza que a utilização de brinquedos infláveis na água pode induzir uma perigosa sensação de falsa segurança nos banhistas. Diante desses riscos comprovados, a orientação é clara: é fundamental que os frequentadores das praias sigam rigorosamente as recomendações dos guarda-vidas e respeitem a sinalização local, garantindo a sua própria segurança e a dos demais.

Fonte: https://g1.globo.com

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