Brasil e EUA retomam negociações comerciais após tarifas de 25% e 12,5%

Brasil e EUA voltam à mesa de negociação.

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Equipes dos dois países voltam a discutir o comércio bilateral após conversa entre Lula e Trump e a adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos retomam nesta segunda-feira (31) as negociações sobre o comércio bilateral, após a Casa Branca impor tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. A retomada ocorre depois de uma conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 21 de agosto.

Na ligação, Lula voltou a afirmar que as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos são injustificadas. Trump, por sua vez, propôs que as equipes dos dois países retomassem as negociações.

O Brasil passou a enfrentar dois tipos de tarifas americanas. Uma delas, de 25%, foi direcionada especificamente às importações brasileiras. Outra, de 12,5%, atingiu o país sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado. Segundo Washington, a mesma medida foi aplicada a dezenas de países e à União Europeia.

O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos. Para Brasília, a tarifa de 12,5% teria sido criada como uma nova base legal para restabelecer medidas que haviam sido derrubadas pela Suprema Corte americana.

Já a tarifa de 25% foi fundamentada em uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão aponta supostas práticas comerciais consideradas desleais pelo Brasil, envolvendo temas como Pix e acesso ao mercado brasileiro de etanol.

O governo Lula afirma que a medida tem motivação política e que as alegações apresentadas por Washington não correspondem à realidade. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também afirmou que negociadores americanos chegaram a exigir uma abertura ampla do mercado brasileiro sem apresentar contrapartidas.

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A disputa comercial ocorre em um contexto de crescente competição econômica e geopolítica na América Latina. Os Estados Unidos buscam ampliar sua influência na região diante do avanço da presença econômica da China.

Para o governo brasileiro, a política tarifária americana também pode ter relação com as eleições gerais previstas para outubro. As negociações desta segunda-feira representam uma tentativa de reduzir as tensões e buscar uma saída para o impasse comercial entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: ABN

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