Modelo usado desde 1974 será substituído por QR Code, cartões e pagamento por aproximação. Bilhetes restantes poderão ser trocados até janeiro de 2027.
O Metrô de São Paulo deixará de aceitar definitivamente, a partir de 31 de outubro de 2026, os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, utilizados desde o início da operação comercial do sistema, em 1974.
A mudança faz parte da modernização da bilhetagem e ocorre principalmente pela obsolescência dos equipamentos de leitura. Segundo o Metrô, as catracas do sistema magnético apresentam falhas e não há mais peças de reposição disponíveis.
Quem ainda tiver bilhetes magnéticos poderá solicitar a troca entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Os locais e procedimentos ainda serão divulgados pela companhia.
Quais são as alternativas?
Com o fim dos bilhetes magnéticos, os passageiros poderão acessar o sistema utilizando:
- Bilhete Único;
- Cartão TOP;
- QR Code impresso, vendido nas bilheterias e máquinas;
- QR Code digital por aplicativo ou WhatsApp;
- cartões físicos ou virtuais de débito e crédito por aproximação;
- smartphones e smartwatches com pagamento por aproximação.
O Metrô afirma que a mudança acompanha a evolução dos meios eletrônicos e digitais de pagamento. A manutenção do sistema antigo também envolve custos de fabricação, transporte, armazenamento, distribuição e manutenção dos equipamentos.
Um bilhete que virou símbolo
O modelo magnético faz parte da história do Metrô há mais de cinco décadas. O pequeno cartão de papel-cartão com tarja magnética foi utilizado por milhões de passageiros desde 1974 e se tornou parte da memória de diferentes gerações de paulistanos.
O sistema foi inspirado no modelo criado pelo britânico Thomas Edmondson, que, a partir de 1839, desenvolveu um padrão de bilhetes ferroviários impressos e numerados para controlar vendas e receitas.
Agora, após mais de 50 anos, a tecnologia será definitivamente aposentada no Metrô paulista.

Serviço
Último dia de uso: 31 de outubro de 2026.
Troca dos bilhetes restantes: de novembro de 2026 a janeiro de 2027.
Alternativas: Bilhete Único, cartão TOP, QR Code e pagamento por aproximação.
O Metrô ainda deverá informar como será feita a troca e o eventual ressarcimento de créditos existentes nos bilhetes.
Fonte: G1



