Recurso do Brasil à OMC contra tarifas dos EUA deve ter efeito simbólico, avalia diplomacia

Diplomacia em ação, mesmo quando os efeitos são limitados.

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Prédio da OMC em Genebra — Foto: divulgação
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  • OMC, tarifaço, Estados Unidos, Brasil, Donald Trump, exportações, diplomacia, Lei da Reciprocidade, comércio internacional, negociações

Governo Lula pretende contestar o tarifaço imposto por Donald Trump, mas diplomatas reconhecem que a Organização Mundial do Comércio perdeu capacidade de arbitrar disputas.

governo brasileiro pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Nos bastidores, porém, integrantes da diplomacia avaliam que a iniciativa terá efeito principalmente político e simbólico, servindo para registrar a posição oficial do Brasil diante das medidas adotadas pela gestão de Donald Trump.

Na última semana, os Estados Unidos anunciaram um novo pacote tarifário contra exportações brasileiras. Além da taxa de 25% já aplicada sob a alegação de práticas comerciais consideradas desleais, Washington impôs uma tarifa adicional de 12,5%, justificando que o Brasil não teria adotado medidas suficientes para impedir a importação de produtos ligados ao trabalho forçado.

Em resposta, o Palácio do Planalto classificou a decisão como “arbitrária e injustificada” e informou que acionará os mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade, além de levar o caso à OMC.

Apesar disso, diplomatas reconhecem que a capacidade da organização para resolver disputas comerciais foi enfraquecida nos últimos anos. Desde 2019, o Órgão de Apelação da OMC permanece paralisado após o bloqueio da nomeação de novos juízes pelos Estados Unidos durante o primeiro governo Trump, reduzindo significativamente a eficácia do sistema de solução de controvérsias.

Mesmo sem perspectiva de uma decisão com efeitos práticos no curto prazo, o recurso é visto pelo governo como uma forma de reafirmar o compromisso brasileiro com as regras do comércio internacional e registrar oficialmente sua contestação.

Enquanto isso, representantes do setor produtivo defendem cautela. Entidades como a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) manifestaram preocupação com as tarifas, mas alertaram que uma resposta baseada na reciprocidade pode ampliar as tensões comerciais. Ambas defendem a retomada das negociações diplomáticas como caminho para evitar novos prejuízos às empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países.

Adoção Pet Love

Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe

espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA

Foto: Reprodução

Fonte: G1

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
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