Bullying cresce entre jovens e exige prevenção dentro e fora das escolas

Combater o bullying começa antes da agressão.

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Por que o bullying é tão comum entre os jovens e como mudar isso shutterstock
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  • Combater o bullying começa antes da agressão.

Brasil registrou 5.226 casos de bullying e cyberbullying em 2025; especialistas defendem prevenção, educação digital e apoio a vítimas e agressores.

O Brasil registrou 5.226 casos de bullying e cyberbullying em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Foram 4.549 ocorrências de bullying e 677 de cyberbullying, alta de 67,3% em relação ao ano anterior.

Os dois crimes passaram a integrar formalmente o Código Penal em 2024, com a Lei 14.811/2024. Por isso, especialistas alertam que o crescimento dos registros não significa necessariamente que a violência tenha aumentado na mesma proporção. A nova legislação e a maior disposição de famílias e escolas para denunciar também contribuíram para ampliar as estatísticas.

Mesmo assim, os números mostram que a violência entre crianças e adolescentes continua sendo um desafio. Em 2025, 48% das vítimas tinham entre 10 e 13 anos e 45% eram adolescentes de 14 a 17 anos.

O bullying envolve agressões físicas, verbais, psicológicas ou sociais repetidas, com o objetivo de humilhar, constranger ou excluir. No cyberbullying, essas práticas migram para redes sociais e aplicativos, podendo alcançar rapidamente um público maior e prolongar a exposição da vítima.

Especialistas apontam que crianças e adolescentes são particularmente vulneráveis porque ainda desenvolvem habilidades como empatia, controle emocional e resolução de conflitos. A pressão por aceitação e os padrões de aparência difundidos nas redes sociais também podem aumentar a insegurança e a exclusão.

Para enfrentar o problema, especialistas defendem ações permanentes, e não apenas palestras ou iniciativas isoladas. Escolas devem capacitar profissionais, criar canais seguros de denúncia, estabelecer protocolos de atendimento e proteger as vítimas contra retaliações.

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O acompanhamento psicológico também deve envolver quem sofre e quem pratica o bullying. A proposta é responsabilizar o agressor sem criar um estigma permanente, trabalhando empatia e comportamento.

Nas famílias, mudanças de comportamento merecem atenção. Tristeza, resistência em frequentar a escola, queda no rendimento, isolamento, ferimentos sem explicação e danos a materiais podem indicar que algo está errado.

No ambiente digital, a educação para o uso responsável das redes, proteção da privacidade e compreensão das consequências das agressões são fundamentais. O combate ao bullying depende, portanto, de uma ação integrada entre escola, família, saúde, assistência social, segurança pública e Justiça.

Fonte: IG Notícias

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