Governo de Abelardo De La Espriella autorizou equipes de apenas quatro países enquanto prazo crítico para resgates chega ao fim.
A Colômbia autorizou equipes de resgate de Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador para atuar na emergência provocada pelo terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira. A decisão veio após críticas pela demora na coordenação da ajuda internacional.
O governo do presidente Abelardo De La Espriella, empossado três dias antes do desastre, negou que a escolha tenha sido motivada por critérios ideológicos. Segundo o chanceler Omar Bula, foram priorizados países com experiência comprovada e equipes reconhecidas internacionalmente em operações de busca e resgate.
Ofertas de apoio de outros governos, como Brasil, México, Chile e Argentina, não haviam sido aceitas até o momento. O México chegou a preparar 255 militares e toneladas de suprimentos, mas afirmou que as autoridades colombianas exigiram uma certificação específica para autorizar a entrada da equipe.
A demora também foi associada à falta de uma transição formal entre o governo de De La Espriella e a administração anterior, de Gustavo Petro. O novo governo ainda não havia definido todos os responsáveis por órgãos estratégicos de resposta a desastres quando o terremoto ocorreu.
Enquanto as autoridades organizavam a ajuda, a janela de 72 horas considerada crítica para localizar sobreviventes chegou ao fim nesta quinta-feira (14). Equipes de resgate, porém, continuaram trabalhando em áreas atingidas.
O terremoto deixou mais de 270 mortos, cerca de 500 desaparecidos e pelo menos 3,5 mil feridos, segundo os dados citados no texto. Mais de 11 mil imóveis foram danificados ou destruídos.
Diante da dimensão da tragédia, De La Espriella decretou emergência econômica e anunciou o chamado “Fundo Milagre”, destinado a concentrar recursos para a reconstrução de hospitais, escolas, estradas, aeroportos e moradias.

Mapa das áreas afetadas pelo terremoto
de magnitude 7,4 na Colômbia
Foto: Editoria de Arte
Fonte: O Globo




