Empreendedorismo em Favelas: Uma Realidade Impulsionada pela Pandemia

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© Divulgação/ONG Viva Rio
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Durante a pandemia da covid-19, muitas histórias de empreendedorismo surgiram em favelas brasileiras, revelando uma realidade de resiliência e criatividade. Um exemplo disso é a designer Ligia Emanuel da Silva, que abriu o Entorno Acessórios em Rio Tinto, Paraíba, durante o período de isolamento social.

O Marco da Pandemia

De acordo com uma pesquisa do instituto Data Favela, 56% dos negócios em favelas foram abertos a partir de fevereiro de 2020, quando a crise sanitária se intensificou no país. Para muitos empreendedores, a necessidade de se reinventar diante da crise econômica foi um impulso para iniciar um negócio próprio.

Perfil dos Negócios

A pesquisa realizada pelo Data Favela entrevistou 1.000 empreendedores de favelas em todo o Brasil, revelando que a maioria desses negócios tem faturamento de até R$ 3.040 por mês. Embora o faturamento não seja sinônimo de lucro, 57% dos estabelecimentos gastam valores semelhantes ao que arrecadam.

Investimento de Partida

Para abrir um negócio em favelas, 37% dos empreendedores precisaram de um capital inicial de até R$ 1.520, sendo que mais da metade utilizou economias pessoais ou da família como fonte de investimento. A administração dos negócios é geralmente feita de forma simples, com a maioria dos empreendedores utilizando anotações em cadernos para gerenciar suas atividades.

Motivação e Estratégias de Marketing

A pesquisa revelou que a motivação para empreender nas favelas vai além do aspecto econômico, envolvendo também questões culturais e políticas. Os empreendedores utilizam, em sua maioria, ferramentas simples, como WhatsApp e Instagram, para promover seus produtos ou serviços. A divulgação boca a boca ainda é uma estratégia relevante para 34% dos entrevistados.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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