Entrada em massa de migrantes vindos do Marrocos leva governo espanhol a reforçar a fronteira de Ceuta, enquanto tragédia deixa mortos e amplia tensão migratória.
A Espanha decidiu mobilizar as Forças Armadas para reforçar a segurança na fronteira de Ceuta, enclave espanhol no norte da África, após uma entrada em massa de migrantes vindos do Marrocos. A crise, considerada a maior desde 2021, já deixou ao menos 18 mortos durante as travessias pelo mar.
Milhares de pessoas cruzaram a fronteira a nado ou pelos quebra-mares após rumores de que o acesso ao território espanhol estaria liberado. A situação provocou o colapso do sistema de controle migratório e levou as autoridades locais a pedirem ao governo de Madri o envio do Exército e a decretação de estado de emergência.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez confirmou visita a Ceuta nesta sexta-feira (31), acompanhado do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska. O governo espanhol informou que trabalha em conjunto com as autoridades marroquinas para conter novas travessias e acelerar a devolução de imigrantes que entraram de forma irregular.
A crise também gerou repercussão internacional. A Itália criticou a política migratória espanhola e defendeu a suspensão temporária da Espanha do Espaço Schengen, proposta rejeitada por Madri.
Ceuta é um dos principais pontos de entrada de migrantes africanos rumo à Europa. Localizada em território africano, mas sob administração espanhola, a cidade vive pressão constante devido aos fluxos migratórios. A nova onda de chegadas reacende o debate sobre segurança nas fronteiras, cooperação internacional e políticas de imigração na União Europeia.

Imagens mostram multidões de marroquinos,
caminhando pelos quebra-mares da praia de Tarajal
Foto: Reprodução
Fonte: OESP





