
Os Estados Unidos realizaram neste sábado (27) uma nova ofensiva contra alvos militares no Irã, ampliando a tensão no Oriente Médio e colocando em risco o acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países há apenas dez dias.
Segundo as Forças Armadas norte-americanas, a operação foi autorizada pelo presidente Donald Trump após o Irã atacar um navio nas proximidades do Estreito de Ormuz. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o governo dos EUA afirmou que Teerã teve a oportunidade de cumprir o acordo, mas optou por violá-lo.
Em seguida, Donald Trump voltou a endurecer o discurso e afirmou que, caso os ataques iranianos continuem, os Estados Unidos poderão intensificar a resposta militar. A declaração aumenta a preocupação internacional com uma possível escalada do conflito.
Em resposta aos bombardeios, o Irã lançou ofensivas contra bases militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein. O governo iraniano também confirmou ataques contra alvos que classificou como ligados às forças dos Estados Unidos na região.
A crise se estendeu ao Golfo Pérsico, onde um petroleiro foi atacado no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Embora a embarcação não tenha sofrido danos graves, autoridades marítimas elevaram o nível de alerta para a navegação na região.
O Bahrein condenou o lançamento de drones iranianos contra seu território e classificou a ação como uma ameaça à segurança nacional. Já o Comando Central dos Estados Unidos informou que os bombardeios atingiram instalações de mísseis, drones e radares costeiros iranianos.

O Estreito de Ormuz permanece no centro das negociações entre Washington e Teerã. O acordo provisório prevê 60 dias para avanços diplomáticos sobre a livre circulação de navios e o programa nuclear iraniano. Entretanto, a nova troca de ataques coloca em dúvida a continuidade das negociações e aumenta o temor de um agravamento da crise no Oriente Médio.
Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã, 15 de junho de 2026
Fonte: G1



