Flávio Bolsonaro diz que vencerá eleição no 1º turno e critica irmão por apoio ao tarifaço

Flávio apresenta propostas, mira o primeiro turno e expõe divergências sobre o tarifaço.

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Candidato do PL afirmou que respeitará o resultado das urnas, anunciou nome para o Ministério da Saúde e apresentou propostas para economia, segurança e meio ambiente

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28) estar confiante de que vencerá a eleição presidencial no primeiro turno. Em entrevista à TV Globo, ele declarou que respeitará o resultado das urnas e disse esperar ter seu nome anunciado como vencedor em 4 de outubro.

Durante a entrevista, Flávio também corrigiu uma declaração anterior sobre a segurança das urnas eletrônicas. Ele havia relacionado uma empresa venezuelana à fabricação dos equipamentos utilizados no Brasil, mas reconheceu ter cometido um equívoco. Segundo o candidato, a empresa participou apenas de testes realizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Tarifaço e relação com os Estados Unidos

Flávio foi questionado sobre a relação de sua família com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente diante das declarações de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, em apoio a medidas adotadas pelos norte-americanos contra o Brasil.

O candidato afirmou considerar um erro Eduardo ter agradecido pelas tarifas impostas a produtos brasileiros. Segundo Flávio, empresas nacionais não teriam condições de absorver o aumento dos impostos provocado pelo tarifaço.

Ele também rejeitou a possibilidade de negociar o sistema de pagamentos Pix em eventuais tratativas com os Estados Unidos. O candidato classificou a ferramenta como “sagrada” para os brasileiros e afirmou que declarações de Eduardo sobre o tema foram distorcidas.

Economia e Ministério da Saúde

Na área econômica, Flávio prometeu buscar o equilíbrio das contas públicas sem realizar cortes que, segundo ele, prejudiquem aposentados ou trabalhadores que recebem salário mínimo.

Entre as propostas apresentadas estão a redução do número de ministérios, a eliminação de cargos comissionados e a revisão de mais de mil atos normativos, com o objetivo de reduzir a burocracia.

O candidato também criticou a política fiscal do governo federal e relacionou os gastos públicos e o aumento de impostos ao nível elevado da taxa básica de juros.

Na saúde, Flávio anunciou Cláudio Lutemberg como seu escolhido para comandar o Ministério da Saúde em uma eventual vitória eleitoral. Segundo o candidato, o profissional tem trajetória no setor privado.

Outra proposta apresentada foi a criação de um chamado “datacenter soberano”, inspirado em modelos de Singapura e da Coreia do Sul, para ampliar o acompanhamento dos gastos públicos.

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Documentário e críticas ao STF

Flávio também respondeu a perguntas sobre o financiamento do documentário Dark Horse, relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele justificou a captação de R$ 61 milhões junto ao empresário Daniel Vorcaro, do Grupo Master, afirmando que se tratou de uma relação privada e sem contrapartidas relacionadas ao mandato de senador.

O candidato ainda criticou decisões e investigações envolvendo o pai e classificou como “uma grande farsa” as apurações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. Também fez críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Sobre alegações de um plano para um golpe de Estado, Flávio atribuiu eventual responsabilidade individual ao general citado nas investigações e afirmou que o depoimento do ex-ajudante de ordens Mauro Cid afastaria a existência de um plano de golpe.

Segurança pública e meio ambiente

Na segurança pública, Flávio defendeu uma homenagem prestada, há mais de duas décadas, a Adriano da Nóbrega, ex-policial militar acusado de liderar uma organização criminosa. Segundo o candidato, na época da homenagem ele era reconhecido por sua atuação no BOPE.

Questionado sobre o apoio à candidatura de Rodrigo Bacellar, alvo de acusações de envolvimento com organização criminosa, Flávio afirmou que as denúncias são graves, mas disse que o apoio ocorreu dentro de uma composição partidária e que Bacellar tem direito à defesa.

Na área ambiental, o candidato afirmou que eventos recentes de calor, chuva e seca fazem parte de ciclos extremos e destacou ações do governo de seu pai, Jair Bolsonaro, como a aprovação do marco legal do saneamento básico.

As declarações foram apresentadas durante a entrevista como parte das propostas e posicionamentos de Flávio Bolsonaro para uma eventual gestão federal.

Fonte: Band Notícias

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