Nova pílula contra câncer de pâncreas amplia sobrevida e reduz tumores em testes

Um novo caminho para enfrentar um dos cânceres mais agressivos.

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Medicamento direcionado à proteína RAS mutada dobrou a sobrevida média em comparação à quimioterapia isolada; tratamento já foi aprovado nos Estados Unidos e ainda aguarda análise da Anvisa

Um novo medicamento oral contra o câncer de pâncreas apresentou resultados que podem representar um avanço no tratamento da doença. Dados apresentados em um congresso médico em Chicago, nos Estados Unidos, indicaram que a terapia foi capaz de dobrar a sobrevida média dos pacientes, quando comparada ao tratamento convencional baseado apenas em quimioterapia.

A nova droga atua sobre a proteína RAS mutada, uma alteração molecular que ajuda as células cancerígenas a crescer e se espalhar pelo organismo. Durante décadas, esse mecanismo foi considerado praticamente impossível de ser bloqueado diretamente por medicamentos.

Nos testes clínicos, além do aumento da sobrevida, mais de 30% dos pacientes apresentaram redução no tamanho dos tumores, resultado considerado relevante diante da agressividade do câncer de pâncreas.

Tratamento ainda não está disponível no Brasil

Apesar dos resultados, o medicamento ainda não pode ser utilizado regularmente por pacientes brasileiros. A terapia já recebeu autorização dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, mas precisa passar pelo processo de avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de ser disponibilizada no país.

O preço também representa um obstáculo. Nos Estados Unidos, o tratamento pode custar aproximadamente US$ 40 mil por mês, valor superior a R$ 200 mil na conversão aproximada.

Especialistas ressaltam, porém, que o medicamento não representa uma cura definitiva. Até o momento, os resultados apontam para o controle da progressão da doença e para o aumento do tempo de vida dos pacientes.

Câncer costuma ser descoberto em estágio avançado

O câncer de pâncreas está entre os tumores mais agressivos e letais. Um dos principais problemas é a dificuldade de identificar a doença nos estágios iniciais, já que os sintomas podem ser pouco específicos ou aparecer apenas quando o tumor já está avançado.

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No Brasil, são estimados cerca de 13 mil novos casos por ano, enquanto a taxa média de cura permanece próxima de 10%.

Nesse cenário, medicamentos capazes de atuar diretamente sobre alterações moleculares do tumor podem abrir uma nova frente de tratamento. Para pacientes que enfrentam cirurgias complexas, quimioterapia e longos períodos de recuperação, terapias direcionadas representam uma possibilidade de ampliar o controle da doença e, potencialmente, melhorar a qualidade de vida.

Os resultados, entretanto, ainda precisam ser acompanhados no longo prazo para determinar a eficácia do tratamento em diferentes grupos de pacientes e seu impacto na evolução da doença.

Fonte: Band Notícias

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