Gimmel Tammuz reforça legado espiritual do Rebe de Lubavitch e inspira reflexão sobre fé

Fé, memória e esperança que atravessam gerações.

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O Gimmel Tammuz, data que marca o yortzeit (aniversário de falecimento) do Rebe de Lubavitch, Rabi Menachem Mendel Schneerson, voltou a reunir judeus de diferentes partes do mundo em um momento de oração, memória e renovação espiritual. Neste ano de 5786, a ocasião também foi marcada por uma experiência de profunda conexão vivida pelo empresário Marcelo Yosef Knopfelmacher, durante visita aos principais centros do movimento Chabad-Lubavitch, em Nova York.

Considerado uma das personalidades mais influentes do judaísmo contemporâneo, o Rebe foi o sétimo líder do movimento Chabad-Lubavitch e desempenhou papel decisivo na reconstrução da vida judaica após o Holocausto. Sua liderança impulsionou a criação de uma rede mundial de emissários (shluchim), responsáveis por levar ensino religioso, apoio comunitário e fortalecimento da identidade judaica a comunidades espalhadas pelos cinco continentes.

Um dos momentos mais marcantes da jornada foi a visita ao Ohel, em Cambria Heights, onde o Rebe está sepultado. O local é destino de milhares de peregrinos todos os anos e é reconhecido como um espaço de oração, reflexão e fortalecimento da fé.

A experiência também incluiu uma passagem pelo número 770 da Eastern Parkway, em Crown Heights, no Brooklyn, sede mundial do movimento Chabad. O edifício permanece em atividade permanente, reunindo estudos, celebrações religiosas e ações comunitárias que simbolizam a continuidade da obra iniciada pelo Rebe.

Dentro do movimento Chabad existem diferentes interpretações sobre o papel do Rebe na era messiânica. Uma parcela significativa de seus seguidores acredita que ele seja o Mashiach (Messias), entendimento baseado em interpretações religiosas e tradições próprias do movimento. Essa visão, embora não represente consenso entre todas as correntes do judaísmo, permanece como um dos aspectos mais conhecidos da identidade espiritual de parte da comunidade Chabad.

Durante a visita, outra reflexão ganhou destaque a partir do versículo de Ezequiel 11:16, interpretado no Talmud (Meguilá 29a), que apresenta o conceito de mikdash me’at — o “pequeno santuário” — atribuído às sinagogas e casas de estudo durante o período do exílio.

Para muitos integrantes do Chabad, essa interpretação está ligada simbolicamente ao edifício 770, conhecido como Beis Rabeinu Sheb’Bavel (“Nossa Casa do Rebe na Babilônia”). Também é lembrada a tradição baseada na gematria segundo a qual o número 770 corresponde à expressão Beis Moshiach, elemento presente em interpretações messiânicas adotadas por parte dos seguidores.

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Ao refletir sobre a experiência, Marcelo Yosef Knopfelmacher destaca que, acima das diferentes tradições religiosas, a espiritualidade representa um caminho de aproximação entre o ser humano e Deus. Segundo ele, valores como paz, solidariedade, esperança e elevação espiritual constituem princípios compartilhados por diversas religiões monoteístas e reforçam a importância do diálogo e da convivência entre os povos.

Gimmel Tammuz: Uma Experiência Espiritual 

Foto: Reprodução

Fonte: IG Notícias

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