Presidente rejeitou classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas e destacou integração entre governos no combate ao crime organizado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta sexta-feira (18) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o norte-americano classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas e criticar a atuação do Brasil contra as facções.
Durante um evento de segurança pública no Rio de Janeiro, Lula defendeu a retomada de territórios controlados por criminosos e rejeitou a classificação de grupos como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
O presidente também afirmou que o Brasil precisa reforçar a vigilância sobre áreas estratégicas, como a margem equatorial e o pré-sal, citando interesses relacionados a petróleo, minerais críticos e terras raras.
Integração entre governos
O evento reuniu representantes dos governos federal, estadual e municipal. Foram apresentados convênios voltados ao combate ao crime organizado, ao roubo de cargas e à redução do controle territorial exercido por organizações criminosas.
Entre as medidas estão ações integradas em corredores logísticos e vias importantes do Rio, como a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Linha Amarela. Também estão previstas iniciativas para fortalecer a presença do Estado em áreas dominadas pelo crime e capacitar agentes da Força Municipal.
Lula afirmou que o Rio pode servir como referência para ações conjuntas de segurança em outras regiões do país.
Críticas de Trump
No dia 15, Trump criticou o governo brasileiro em documento enviado ao Congresso dos Estados Unidos. O presidente norte-americano afirmou que o Brasil não teria conseguido enfrentar adequadamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Em maio, o governo dos EUA já havia designado as duas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras.
Defesa da soberania
O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, defendeu a atuação conjunta com o governo federal e afirmou que o Brasil tem condições de conduzir suas próprias políticas de segurança.
Segundo Couto, a cooperação entre os diferentes níveis de governo tem contribuído para operações e apreensões de drogas.
A declaração reforçou a defesa de que o combate ao crime organizado seja conduzido pelas instituições brasileiras, sem tutela externa.
Fonte: ABN


