A moto aquática supostamente empregada no assalto a um casal que passeava de caiaque nas águas de São Vicente, litoral paulista, foi finalmente localizada e apreendida pelas autoridades. O incidente, que chocou a comunidade e gerou ampla repercussão, ocorreu a cerca de 100 metros da faixa de areia da Praia dos Milionários, em um domingo ensolarado. A ação de apreensão da moto aquática, conduzida por equipes marítimas em colaboração com a Polícia Civil, representa um avanço significativo na investigação do crime, que se desenrolou sob a vista de banhistas e crianças. Enquanto um dos suspeitos, Rael Fabiano Veiga Ungaretti, de 19 anos, é procurado pela justiça, esforços continuam para identificar o segundo envolvido no audacioso assalto em alto-mar.
A apreensão da embarcação e a busca pelos criminosos
A localização estratégica e a colaboração investigativa
A embarcação utilizada no assalto, uma moto aquática, foi identificada e encontrada em uma marina da cidade de São Vicente na quinta-feira, 25 de janeiro. A descoberta foi resultado de uma troca de informações e uma ação conjunta entre a autoridade marítima e a Polícia Civil. A moto aquática foi apreendida não apenas por seu envolvimento direto no crime, mas também por infrações relacionadas ao tráfego em área reservada a banhistas. Conforme as regras de navegação, motos aquáticas somente podem operar a partir de 200 metros da linha de base, ou seja, da arrebentação das ondas nas praias. Apesar da apreensão, o nome da marina onde o veículo foi encontrado não foi divulgado. As autoridades de segurança pública informaram que não há registro sobre quem seria o proprietário da embarcação no momento da atualização do caso.
O foragido e a identificação do segundo suspeito
A investigação da Polícia Civil concentra-se na busca por Rael Fabiano Veiga Ungaretti, de 19 anos, que é considerado foragido da Justiça e foi identificado como um dos participantes do roubo. A identidade de Ungaretti foi estabelecida por meio de imagens do assalto que circularam amplamente. Paralelamente, os esforços se estendem à identificação e localização do segundo indivíduo que participou da ação criminosa contra o casal. A polícia trabalha com afinco para colher mais evidências e depoimentos que possam levar à captura de ambos os suspeitos e ao esclarecimento completo do caso, garantindo que os responsáveis sejam devidamente processados.
A cronologia do assalto e o drama das vítimas
O flagrante em vídeo e a brutalidade da abordagem
O assalto ao casal em caiaque foi registrado em vídeo por uma testemunha, e as imagens revelam a proximidade do crime com a área de banhistas, onde diversas crianças brincavam despreocupadamente. O vídeo mostra a moto aquática se aproximando do caiaque e os criminosos permanecendo por alguns segundos em contato com as vítimas. Durante a abordagem, os ladrões pegaram os remos que o casal utilizava. Em um ato de violência, um dos agressores utilizou um dos remos para golpear a cabeça de uma das vítimas. Após a agressão e o roubo, a dupla de criminosos se afastou do casal, levando os remos. Momentos depois, eles abandonaram os objetos no mar e aceleraram a moto aquática, fugindo do local.
O relato chocante do casal assaltado
A mulher de 47 anos, uma das vítimas, narrou os momentos de terror que viveu com seu marido, de 53. Segundo seu relato, os criminosos se aproximaram com a moto aquática e realizaram uma manobra brusca para jogar água no caiaque. Inicialmente, pediram desculpas, mas logo em seguida gritaram para outra moto aquática a frase: “É casal”, que foi interpretada como um sinal. Os suspeitos então anunciaram o assalto, exigindo as alianças do casal. A mulher descreveu que os agressores “começaram a andar em círculo em volta da gente apavorando”, desestabilizando a embarcação. O marido tentou argumentar, informando que eram moradores da cidade, mas a dupla se impacientou. Aproveitando-se da queda de um remo no mar, os ladrões iniciaram as agressões contra o marido, que sofreu ferimentos na perna e na cabeça, além de pancadas nas costas e nuca. Em pânico, a mulher temeu que ele desmaiasse e se afogasse. Após as agressões, as alianças foram entregues, e os ladrões fugiram rapidamente.
Após o crime, o casal recebeu auxílio de testemunhas. O marido saiu do mar tonto devido aos golpes. A mulher procurou um policial da Operação Verão para pedir apoio, mas foi informada de que nada poderia ser feito, o que gerou uma “sensação horrível, de impunidade”. Embora tenha conseguido registrar um boletim de ocorrência online na delegacia, a vítima faz um apelo por mais ação dos órgãos de segurança e políticos locais, enfatizando a necessidade de “policiamento no mar” para evitar que novos incidentes como este ocorram.
Ações das autoridades e o reforço da segurança marítima
Operação conjunta e fiscalização intensificada
Em resposta ao incidente e visando coibir futuras ocorrências, a autoridade marítima realizou uma ação conjunta com a Guarda Civil Municipal (GCM) de São Vicente e a Polícia Militar (PM). Essa força-tarefa vistoriou marinas e garagens náuticas na região, buscando embarcações suspeitas de abrigarem a moto aquática envolvida no assalto ou de estarem em situação irregular. Adicionalmente, foi intensificada a fiscalização de embarcações em todo o litoral paulista até o mês de março, por meio da Operação Navegue Seguro. O objetivo principal desta operação é reforçar a segurança da navegação, assegurar a salvaguarda da vida humana no mar e prevenir a poluição hídrica, garantindo um ambiente marítimo mais seguro para moradores e turistas.
Respostas institucionais e o compromisso municipal
A Polícia Militar, em comunicado, esclareceu que em casos de infrações penais já consumadas e sem situação de flagrante delito, a medida adequada é o registro de ocorrência junto ao Distrito Policial competente. Essa ação visa subsidiar o planejamento de futuras ações preventivas da PM e apoiar as investigações da Polícia Civil.
A Prefeitura de São Vicente, por sua vez, informou que a ocorrência foi atendida pela Polícia Militar e que tem apoiado ativamente as investigações da Polícia Civil. O município também promove fiscalizações em marinas por meio de forças-tarefa e blitz surpresa com a PM, buscando inibir irregularidades como o aluguel de motos náuticas sem registro, que podem ser utilizadas para fins ilícitos. A administração municipal declarou que estuda novas formas de regulamentar, com maior rigor, o trânsito de qualquer tipo de embarcação em sua orla. A prefeitura reiterou que a Marinha do Brasil é a principal responsável pela segurança no mar e que já oficiou os órgãos competentes, solicitando intensificação das fiscalizações e do monitoramento, especialmente durante a alta temporada.
Conclusão
A apreensão da moto aquática usada no audacioso assalto a um casal em caiaque no mar de São Vicente marca um avanço crucial na elucidação do crime e na busca por justiça. Enquanto um dos suspeitos permanece foragido e o outro está sendo ativamente procurado, as autoridades intensificam a fiscalização marítima e a colaboração interinstitucional. O incidente expôs a vulnerabilidade no ambiente marítimo e reforçou o apelo das vítimas por maior segurança e policiamento nas á águas costeiras. As ações conjuntas e o compromisso municipal com a regulamentação e fiscalização são passos importantes para restaurar a sensação de segurança e garantir que o litoral paulista permaneça um local de lazer seguro para todos.
FAQ
1. Onde e quando o assalto ocorreu?
O assalto ocorreu no domingo, 21 de janeiro, a cerca de 100 metros da faixa de areia da Praia dos Milionários, em São Vicente, litoral de São Paulo.
2. O que aconteceu com a moto aquática usada no crime?
A moto aquática foi localizada em uma marina de São Vicente na quinta-feira, 25 de janeiro, e foi apreendida por envolvimento no crime e por tráfego em área reservada a banhistas.
3. Há suspeitos identificados e procurados?
Sim, Rael Fabiano Veiga Ungaretti, de 19 anos, foi identificado e é considerado foragido. A Polícia Civil continua trabalhando para identificar o segundo autor do roubo.
4. Quais medidas as autoridades estão tomando para prevenir crimes marítimos?
Autoridades marítimas, Guarda Civil Municipal e Polícia Militar estão realizando fiscalizações intensificadas em marinas e através da Operação Navegue Seguro, além de estudar novas regulamentações para o trânsito de embarcações na orla.
Se você possui informações relevantes sobre este caso ou deseja acompanhar os desdobramentos da segurança em nosso litoral, permaneça atento às atualizações das autoridades e veículos de imprensa.
Fonte: https://g1.globo.com



