Nepal chega a 626 mortos após avalanche de lama e inundações

Uma tragédia que deixa marcas e uma reconstrução pela frente.

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Desastre provocado por fortes chuvas destruiu pontes, estradas e estruturas de energia; governo estima até R$ 26 bilhões para reconstruir áreas atingidas

O número de mortos após as fortes chuvas, inundações e deslizamentos que atingiram o Nepal subiu para 626, segundo atualização divulgada pela Reuters na madrugada deste sábado (29). O desastre provocou destruição em diferentes regiões do país, principalmente nas áreas próximas à fronteira com a China.

As autoridades concentram os esforços na busca por vítimas, identificação dos corpos e recuperação da infraestrutura destruída. O governo estima que serão necessários entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, aproximadamente R$ 20,8 bilhões a R$ 26 bilhões, para reconstruir as regiões afetadas.

Geleira pode estar na origem da tragédia

Avaliações preliminares indicam que o desastre pode ter começado com o colapso de uma geleira, na quarta-feira (26).

Uma grande quantidade de gelo, pedras, lama e outros detritos teria bloqueado temporariamente o curso de um rio. Com o rompimento dessa barreira natural, um grande volume de água avançou de maneira repentina pelas áreas abaixo.

A força da inundação atingiu cidades, estradas, pontes e instalações de geração de energia, deixando comunidades isoladas e dificultando o trabalho das equipes de emergência.

As autoridades ainda investigam as circunstâncias exatas que provocaram a sequência de eventos.

Resgate enfrenta dificuldades

Apesar da dimensão da tragédia, o governo nepalês informou que, neste momento, não considera necessária a presença de equipes internacionais para as operações gerais de busca e salvamento.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, os próprios socorristas do país têm condições de conduzir as operações.

O Nepal, entretanto, solicitou apoio estrangeiro especializado em áreas consideradas mais complexas. Entre os pedidos estão equipamentos e conhecimento para retirar possíveis vítimas presas em túneis de usinas hidrelétricas, além de auxílio para recuperar sistemas de comunicação e transporte.

Também foi solicitado apoio para a identificação dos mortos.

Hospitais estão sobrecarregados

A localização e identificação das vítimas se transformaram em um dos principais desafios.

Equipes de resgate encontraram corpos em regiões como Chitwan e Nawalparasi, nas planícies nepalesas, a cerca de 100 quilômetros do epicentro do desastre.

O volume de mortos também provocou dificuldades nos hospitais. Segundo as autoridades, faltam câmaras frigoríficas e outros espaços adequados para armazenar os corpos.

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O governo busca ainda apoio para ampliar a realização de testes de DNA, que podem ajudar a identificar vítimas e permitir que os corpos sejam entregues às famílias.

Pontes e estradas foram destruídas

A inundação provocou danos extensos à infraestrutura. Escolas, hospitais, estradas, pontes e usinas hidrelétricas foram atingidos.

Cerca de 20 pontes foram destruídas, dificultando o acesso das equipes de emergência e prejudicando a comunicação com comunidades afetadas.

Diante dos bloqueios, o governo solicitou que Índia e China antecipem a reabertura de rotas de transporte e comunicação que possam facilitar a chegada de ajuda às áreas devastadas.

A destruição da infraestrutura também aumenta a dificuldade para levar alimentos, medicamentos e equipamentos às regiões mais isoladas.

Reconstrução deverá levar anos

Mesmo sem solicitar equipes estrangeiras para as operações gerais de salvamento, o Nepal reconhece que deverá precisar de ajuda internacional para a reconstrução.

O governo estima que os danos exigirão investimentos entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões. O valor inclui a recuperação de estradas, pontes, instalações públicas, sistemas de comunicação e estruturas de energia.

Enquanto as equipes continuam procurando vítimas e identificando os mortos, as autoridades enfrentam o desafio de restabelecer serviços essenciais e retirar comunidades das áreas de maior risco.

A dimensão dos estragos indica que a recuperação será longa e complexa, especialmente nas regiões onde pontes e estradas foram destruídas pelas águas e pela lama.

Avalanche que atingiu o Nepal – Reprodução/X
Fonte: IG Notícias
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