Polícia Civil investiga rede que recebia alianças roubadas, derretia o ouro e recolocava o metal no mercado.
A Polícia Civil apreendeu mais de R$ 1,5 milhão em ouro e joias durante a segunda fase da Operação Ouro Reverso, realizada nesta segunda-feira (24) em São Paulo e Guarulhos. A ação combate uma rede suspeita de receptação e comercialização de ouro obtido por meio de crimes.
Também foram apreendidos R$ 6 mil em dinheiro e uma pistola Glock calibre .380. Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão.
Dos quatro alvos de prisão, dois já estavam no sistema penitenciário. Outros dois não foram encontrados e são considerados foragidos.
Segundo a investigação, alianças e outras joias roubadas eram repassadas a intermediários, chegavam a comerciantes e acabavam derretidas. O processo dificultava a identificação da origem criminosa e permitia que o ouro voltasse ao mercado.
A Polícia Civil identificou estabelecimentos no Centro de São Paulo, em uma área chamada pelos investigadores de “círculo de fogo”, suspeitos de receber e fundir o material.
A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 34 milhões em bens relacionados aos investigados.
A Operação Ouro Reverso começou em maio de 2025. Na primeira fase, a polícia prendeu Rony Gonçalves, apontado como intermediário entre ladrões e comerciantes de ouro. Ele foi condenado a sete anos de prisão.
A investigação também identificou Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “Mainha do Crime”, apontada como elo entre criminosos e receptadores. As defesas dos investigados negam as acusações.

Para a Secretaria da Segurança Pública, o objetivo é atingir toda a cadeia que transforma objetos roubados em dinheiro e, dessa forma, manter o ciclo dos crimes.




