
Projeto piloto em Porto Alegre avalia a eficácia, os custos e a viabilidade da distribuição da semaglutida na rede pública de saúde.
O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou um projeto piloto para avaliar a inclusão da semaglutida, princípio ativo de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, no tratamento de pacientes da rede pública. O estudo começou há cerca de um mês em Porto Alegre (RS) e acompanha, inicialmente, pessoas que aguardam na fila para a cirurgia bariátrica.
A pesquisa pretende analisar se o uso do medicamento pode reduzir o tempo de espera pelo procedimento cirúrgico, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e representar uma alternativa sustentável para o sistema público de saúde.
Um dos participantes do estudo relatou redução da fome, maior sensação de saciedade e perda de peso após o início do tratamento. Segundo especialistas, além do controle da obesidade, a semaglutida pode contribuir para diminuir doenças associadas, como diabetes e hipertensão, e favorecer o retorno de pacientes às atividades profissionais.
Atualmente, o estudo acompanha 250 pacientes. A iniciativa deverá ser ampliada para um hospital no Rio de Janeiro, enquanto uma terceira unidade ainda está em avaliação. A expectativa é de que, ao longo dos dois anos de pesquisa, a chegada de novos medicamentos e o aumento da concorrência contribuam para reduzir o custo desse tipo de tratamento.

A busca por novas estratégias para combater a obesidade ganha importância diante do avanço da doença no país. Dados do Ministério da Saúde mostram que os índices de obesidade no Brasil cresceram 118% entre 2006 e 2024, elevando também os casos de doenças crônicas relacionadas ao excesso de peso e aumentando a demanda por atendimento no SUS.
Fonte: Band Notícias



