
Medida afeta diversos setores da indústria brasileira, enquanto produtos como petróleo, café, carne bovina e itens da aviação ficaram de fora da sobretaxa.
A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi adotada após investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que apontou supostas práticas comerciais brasileiras consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos.
Entre os setores atingidos estão ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, máquinas agrícolas, equipamentos elétricos e outros produtos manufaturados. Por outro lado, itens estratégicos como petróleo, carne bovina, café e produtos da aviação civil ficaram isentos da nova tarifa, preservando cerca de um terço das exportações brasileiras para o mercado americano.
O governo brasileiro contestou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos, classificando como improcedentes as alegações envolvendo o Pix, a regulamentação de plataformas digitais e outras políticas nacionais.
Em reunião com empresários dos setores afetados, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que a Lei da Reciprocidade Comercial não representa uma retaliação, mas um instrumento legal para responder a medidas consideradas injustas e preservar a competitividade brasileira.
Segundo o governo, a estratégia para enfrentar os impactos da sobretaxa está baseada em três frentes: apoio financeiro às empresas, ampliação de mercados internacionais e diálogo permanente com os setores produtivos.

A Lei da Reciprocidade Comercial autoriza o Brasil a adotar contramedidas, como restrições às importações e suspensão de benefícios comerciais, mas determina que, antes de qualquer ação, sejam realizadas negociações diplomáticas para buscar uma solução consensual.
Fonte: Band Notícias



