UE suspende importações de carnes do Brasil nesta quinta-feira; entenda o que acontece agora

O mercado europeu fechou a porta. Agora, o Brasil corre contra o tempo para reabri-la.

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Embargo atinge carnes bovina, suína e de frango, além de mel, pescados e ovos. Auditoria pode abrir caminho para retomada das exportações.

A União Europeia começa nesta quinta-feira (3) o embargo à importação de produtos de origem animal do Brasil. A suspensão atinge carnes bovina, suína e de frango, além de mel, pescados e ovos, vendidos aos 27 países do bloco.

A decisão foi anunciada em maio, depois que a UE retirou o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir suas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. O bloco proíbe essas substâncias como promotores de crescimento e também veta antibióticos destinados ao tratamento de seres humanos em animais. A medida, segundo o texto, não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação de que os controles nacionais são insuficientes.

Agora, o principal foco está nas negociações. Nesta semana, técnicos europeus fazem uma auditoria nas cadeias de produção de frango e mel no Brasil. A inspeção deve terminar nesta sexta-feira (4), mas o resultado ainda será analisado pela UE, em um processo que pode levar cerca de dois meses.

O Brasil tenta atender às exigências. Em junho, foi criado um protocolo para rastrear o gado desde o nascimento até o abate e comprovar que os animais não receberam antimicrobianos proibidos. Segundo a Abiec, todas as empresas associadas habilitadas a exportar para a Europa já aderiram ao protocolo.

Mas há uma dificuldade importante: mesmo que o embargo seja revertido, a carne bovina brasileira não deve voltar imediatamente ao mercado europeu. O novo sistema exige acompanhamento de todo o ciclo de vida do animal, o que pode levar de 24 a 36 meses até o abate. No frango, o ciclo é de aproximadamente 45 dias.

Para o setor de frango, a expectativa é de uma possível retomada ainda neste ano, dependendo do resultado da auditoria. Caso o bloqueio continue, a produção pode ser redirecionada ao mercado interno e aos cerca de 150 países que já compram o produto brasileiro.

Adoção Pet Love

Na carne bovina, a preocupação é maior porque a Europa, embora represente 5,8% das exportações brasileiras, é considerada um mercado estratégico para cortes nobres e de maior valor agregado.

O impasse, portanto, está longe de terminar. O Brasil terá de mostrar que reforçou os controles exigidos pelos europeus enquanto tenta reabrir um mercado importante para produtos de maior

Fonte: G1

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
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