A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6133/25, que estabelece a criação da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte) em Brasília, com foco na ciência do esporte. A proposta agora segue para o Senado, após ter sido apresentada pelo governo federal no final do ano passado. Paralelamente, o governo também anunciou a Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto está em tramitação.
Detalhes do Projeto
O texto aprovado inclui a possibilidade de futura expansão da UFEsporte para outros estados, estabelecendo que o estatuto da instituição definirá sua estrutura organizacional. A nova autarquia terá como princípio a não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Além disso, poderá adotar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitando as normas de inclusão e cotas.
Objetivos e Funcionamento
Segundo o relator do projeto, a criação da UFEsporte visa suprir a carência de profissionais qualificados nas áreas de gestão esportiva, ciência do esporte e políticas públicas no Brasil. A universidade oferecerá cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação em todas as regiões do país, com enfoque na formação de novos profissionais e no acesso de atletas estudantes. A instituição contará com bens móveis e imóveis da União para seu funcionamento.
Estrutura e Nomeações
O governo federal será responsável por nomear o reitor e o vice-reitor da UFEsporte temporariamente, até a organização da universidade conforme seu estatuto. Após a nomeação dos dirigentes provisórios, a instituição terá 180 dias para enviar ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral. Posteriormente, poderá realizar concursos públicos para a contratação de professores do magistério superior e técnicos-administrativos.
Reações e Críticas
Enquanto o líder do governo destaca a importância da UFEsporte como uma demanda da sociedade e dos esportistas brasileiros, opositores consideram o projeto eleitoreiro e populista, criticando a falta de recursos orçamentários destinados à universidade. Algumas vozes contrárias também questionam a capacidade do governo de manter as instituições de ensino já existentes diante da criação de novas universidades.



