O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um aumento na frequência das crises de soluço ao longo da última semana, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. Apesar da piora desse sintoma específico, os médicos afirmam que o quadro geral permanece estável, especialmente do ponto de vista cardiológico.
O documento foi enviado ao STF como parte do acompanhamento periódico exigido durante o período de prisão domiciliar concedida por razões humanitárias. O relatório é assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, responsável pelo monitoramento da saúde do ex-presidente.
De acordo com a avaliação médica, os episódios de soluço ocorreram com maior intensidade nos últimos sete dias. Para tentar controlar o problema, a equipe manteve doses elevadas de medicamentos e reforçou uma dieta com baixo teor de acidez.
Mesmo com o aumento das crises, Bolsonaro não apresentou alterações cardíacas relevantes. A pressão arterial segue controlada e os relatos clínicos indicam apenas fadiga leve, cansaço durante esforços moderados e desconforto em movimentos do ombro direito.
Os médicos também destacam a continuidade de uma instabilidade crônica do equilíbrio corporal. Por esse motivo, permanecem em vigor medidas preventivas destinadas a reduzir o risco de quedas.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após receber alta hospitalar de um tratamento contra broncopneumonia. A autorização foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes pelo prazo de 90 dias, com término previsto para o fim deste mês.
A decisão determina permanência integral na residência, com uso de tornozeleira eletrônica. Estão autorizadas visitas de familiares, advogados e profissionais de saúde. Em contrapartida, o ex-presidente está proibido de utilizar telefone, celular ou qualquer outro meio de comunicação externa.
A medida foi concedida após a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde então, relatórios médicos semanais são encaminhados ao Supremo para acompanhar a evolução de seu estado de saúde e subsidiar futuras decisões da Corte.




